Ribeirão Preto reforça cuidados contra a dengue com a chegada do período de chuvas

Com a chegada do período de chuvas, Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, orienta a população a adotar cuidados simples no dia a dia para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. De janeiro a 16 de setembro, o município registrou 380 casos confirmados de dengue, sem nenhum óbito. No mesmo período de 2025, Ribeirão Preto contabilizava 21.455 casos e 11 mortes, em meio a uma epidemia.

“Os números refletem o esforço conjunto das equipes da Vigilância em Saúde e da comunidade, mas é preciso manter a atenção diante das condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

A orientação da pasta é vistoriar os ambientes domésticos pelo menos uma vez por semana para eliminar água parada em qualquer recipiente, como pneus, vasos de plantas, calhas, baldes e garrafas. Objetos no quintal que possam acumular água da chuva devem ser descartados ou guardados em local coberto. Caixas-d’água, tonéis e reservatórios também devem permanecer sempre tampados.

“Com as chuvas, o ciclo de reprodução do mosquito se acelera. O combate ao Aedes aegypti só é efetivo com a participação de toda a população. Uma vistoria no quintal e dentro de casa, uma vez por semana, já é suficiente para eliminar focos. Manter os ralos tampados quando não estão em uso também faz diferença”, afirmou Luzia Márcia Romanholi Passos, subsecretária de Vigilância em Saúde.

Febre alta de início súbito, dores no corpo e atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso são alguns dos principais sintomas da dengue. Quem apresentar esses sinais deve procurar a unidade de saúde mais próxima ou uma UPA. A automedicação, especialmente com aspirina e anti-inflamatórios, deve ser evitada.

Ações

A Gerência de Vigilância Ambiental em Saúde mantém um trabalho sistemático de campo, com bloqueios de criadouros, nebulização portátil, avaliações de densidade larvária e ações de mobilização aos finais de semana.

O município também opera 1.300 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), implantadas em 2025. A tecnologia utiliza o próprio mosquito para transportar o larvicida até outros criadouros durante seu deslocamento, ampliando a eficácia do controle.

A partir de outubro, o município dará mais um passo no combate à doença, com o início das atividades do método Wolbachia, tecnologia que utiliza uma bactéria natural para reduzir a capacidade do mosquito de transmitir o vírus e que já apresentou resultados em outras cidades brasileiras.