Ribeirão Preto elimina mais de 14 mil focos do Aedes aegypti e registra queda expressiva nos casos de dengue

As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti realizadas por Ribeirão Preto já refletem na redução dos casos de dengue no município. Entre janeiro e junho deste ano, equipes da Secretaria Municipal da Saúde vistoriaram 313.760 imóveis e eliminaram 14.468 focos do mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Os resultados também aparecem nos indicadores epidemiológicos. De 1º de janeiro a 8 de julho de 2026, Ribeirão Preto confirmou 349 casos de dengue, sem registro de óbitos. No mesmo período de 2025, o município contabilizava 21.362 casos confirmados, evidenciando uma redução expressiva da circulação da doença.

As ações foram coordenadas pela Gerência de Vigilância Ambiental em Saúde e incluíram bloqueios de criadouros, nebulização portátil, avaliações de densidade larvária e outras estratégias de controle vetorial em diferentes regiões da cidade.

Outra importante frente de atuação foi o Arrastão da Dengue, que recolheu mais de 17 toneladas de materiais com potencial para servir de criadouros do mosquito. Até maio, a iniciativa percorreu 35.497 imóveis e identificou 226 focos do vetor.

O município também mantém em funcionamento as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), implantadas em 2025. A tecnologia utiliza o próprio mosquito para transportar o larvicida para outros criadouros durante seu deslocamento, ampliando a eficácia do controle. Atualmente, Ribeirão Preto conta com 1.300 estações instaladas em pontos estratégicos, monitoradas mensalmente pelas equipes da Vigilância Ambiental.

Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, os resultados demonstram a efetividade das ações desenvolvidas pelo município, mas reforçam que o combate ao mosquito depende também da colaboração da população.

“Os números mostram que a estratégia adotada por Ribeirão Preto está produzindo resultados concretos, mas o mosquito continua presente. Cada foco eliminado pelas equipes pode ser substituído por outro dentro de uma residência ou estabelecimento. Por isso, a participação da população é decisiva. A dengue não é um problema apenas do poder público; é uma responsabilidade compartilhada”, afirma.

O secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, destaca que a redução dos casos é fruto de um trabalho contínuo de prevenção e monitoramento.

“Ribeirão Preto enfrentou uma das maiores epidemias de dengue de sua história em 2024. A queda observada neste ano é resultado de planejamento, investimento em tecnologia, trabalho intenso das equipes de vigilância e, principalmente, da conscientização da população. Mas não podemos tratar esse cenário como uma vitória definitiva. Se baixarmos a guarda, os casos voltam a crescer. O combate ao Aedes aegypti precisa ser permanente”, ressalta.

A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a população deve manter os cuidados durante todo o ano, eliminando recipientes que possam acumular água e servir de criadouros do mosquito, principal medida para evitar a proliferação do Aedes aegypti.