Ribeirão Preto promove a mais ampla reestruturação da saúde pública e avança em novo modelo de atendimento

Com inovação, tecnologia, ampliação da rede e reorganização dos fluxos, gestão eleva a capacidade do sistema e reposiciona o cuidado no município.

Ribeirão Preto vive uma transformação estrutural na saúde pública. Diante de um sistema historicamente pressionado, com gargalos acumulados ao longo dos anos e fluxo desorganizado, a gestão do prefeito Ricardo Silva assumiu uma diretriz clara: enfrentar os problemas com planejamento, reorganizar a rede e implantar um modelo mais eficiente, resolutivo e centrado no cidadão.

A mudança teve início em 2025, com a reorganização do fluxo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A medida enfrentou diretamente o desequilíbrio entre demanda e capacidade de atendimento, ordenando a porta de entrada da urgência e emergência. Com isso, o município passou a garantir maior eficiência no atendimento, priorização dos casos de maior gravidade e melhor utilização da estrutura existente.

Em 2026, com a rede mais estruturada, a gestão avançou no controle e qualificação do atendimento com a implantação do Programa Atestado Seguro. A iniciativa surgiu a partir de um diagnóstico concreto: em apenas dois meses, as UPAs do município registraram mais de 58 mil atestados médicos, com picos de até 50 atendimentos por hora. A partir disso, foram estabelecidos novos critérios para emissão, vinculando o atestado à avaliação clínica e ao prontuário do paciente. A medida trouxe mais transparência, segurança para os profissionais de saúde e impacto direto na organização das unidades e reduzindo distorções.

Paralelamente, a gestão promoveu um salto de qualidade na estrutura e no funcionamento das UPAs. Hoje, Ribeirão Preto se destaca entre as cidades com maior presença de especialistas nessas unidades, que passaram a contar com exames como Raio-x e Ultrassom, além de recursos de gestão e acolhimento como painéis inteligentes, pulseiras de priorização, orientação ao paciente e espaços mais qualificados, incluindo áreas específicas para crianças. Esse conjunto de medidas amplia a resolutividade, melhora a experiência do usuário e reduz o tempo de resposta.

A criação da Unidade de Retorno Assistencial (URA) representa um dos principais marcos da nova lógica de funcionamento da rede. O serviço atua como uma retaguarda qualificada: após o atendimento na UPA, o paciente estabilizado pode ser encaminhado para acompanhamento programado. Esse modelo evita internações desnecessárias, libera leitos, organiza o fluxo assistencial e garante que os casos mais graves sejam atendidos com maior agilidade. Trata-se de uma solução estratégica que corrige distorções históricas e aumenta a eficiência do sistema.

A inovação também se consolida com o uso da tecnologia. Por meio do Programa Cuidar+On, a Prefeitura ampliou o acesso ao atendimento com teleconsultas realizadas por clínicos gerais e psicólogos. Integrado à plataforma Saúde Digital, o serviço permite orientação médica rápida e segura, reduz deslocamentos desnecessários, organiza a demanda e amplia o acesso ao cuidado, especialmente em casos de menor complexidade. A iniciativa representa um avanço importante na modernização da saúde pública, aproximando o serviço da realidade da população.

Investimento em novas unidades

Esse conjunto de medidas é sustentado por investimentos estruturantes e pela ampliação consistente da rede física de atendimento. Ao mesmo tempo em que reorganiza fluxos e qualifica a gestão, o município avança na expansão da cobertura; a UPA Ribeirão Verde com entrega agendada para o mês de maio, a UPA Central em início de obras e a UPA Sul em fase de projeto. Com essas novas unidades, Ribeirão Preto se projeta para alcançar sete UPAs até 2028, ampliando de forma significativa o acesso da população aos serviços de urgência e emergência.

A nova UPA Central já nasce como referência em qualidade e resolutividade. A estrutura contempla ampliação de leitos, novos consultórios e, de forma inédita, a implantação de tomografia dentro da própria unidade — um avanço que reduz o tempo de diagnóstico, agiliza a tomada de decisão médica e amplia a capacidade de resposta do sistema. Além disso, o equipamento vai abrigar um Centro de Referência de Saúde da Mulher, fortalecendo o cuidado especializado e ampliando o acesso a serviços direcionados, com mais acolhimento, agilidade e integralidade no atendimento.

Na área de saúde mental, a gestão também imprime um novo ritmo. A inauguração do CAPS II Sul amplia a rede de atenção psicossocial e fortalece o cuidado especializado. Na sequência, o município se prepara para implantar o PAM — primeiro Pronto Atendimento de Saúde Mental do Brasil — um modelo inovador que propõe acolhimento imediato, acompanhamento contínuo e resposta estruturada para pacientes em sofrimento psíquico, colocando Ribeirão Preto em posição de protagonismo no cenário nacional.

Outro eixo central dessa transformação é a integração entre os diferentes níveis de atenção. Com o fortalecimento da atenção básica e a reorganização dos fluxos, casos de menor complexidade passam a ser resolvidos com mais agilidade, preservando a capacidade das UPAs e hospitais para os atendimentos de maior gravidade. O resultado é um sistema mais equilibrado, eficiente e centrado na necessidade real do cidadão.

Para o prefeito Ricardo Silva, a mudança vai além de obras ou novos serviços — é uma virada de modelo: “Ribeirão passou tempo demais convivendo com um sistema desorganizado, que fazia a pessoa rodar, esperar e, muitas vezes, não ter resposta. A gente decidiu enfrentar isso de frente. Estamos organizando a rede, investindo onde precisa, colocando tecnologia pra funcionar e cobrando resultado. Não é só abrir unidade — é fazer a unidade funcionar. É garantir que quem entra seja atendido com dignidade, com rapidez e com resolutividade. É isso que muda a vida das pessoas”, destacou o chefe do Executivo.

Mais do que um conjunto de ações pontuais, o que se consolida em Ribeirão Preto é uma transformação estrutural no modelo de gestão da saúde pública. Ao combinar inovação, tecnologia, ampliação da rede e gestão orientada por dados, o município constrói bases sólidas para um sistema mais sustentável, eficiente e preparado para os desafios futuros — reafirmando, na prática, o compromisso de colocar o cidadão no centro das políticas públicas e transformar o cuidado em saúde em uma entrega concreta, contínua e de qualidade.